Às vezes, o que você precisa é queimar o barco
- Pedro Villar
- 22 de jul. de 2024
- 2 min de leitura

Iniciar um novo projeto ou adquirir novas habilidades é, muitas vezes, um desafio imenso. Recentemente, me deparei com uma filosofia antiga que gostaria de compartilhar com vocês. Esta filosofia remonta a uma estratégia utilizada nas guerras nórdicas, onde os líderes queimavam seus barcos ao chegarem no território inimigo. Pode parecer uma tática ousada e sem sentido, mas tinha um propósito profundo.
Os líderes vikings adotavam essa estratégia para garantir que não houvesse uma alternativa para seus soldados, exceto conquistar o território inimigo. Tecnicamente, isso reduz o medo e aumenta o foco, direcionando toda a energia para um único objetivo: a conquista.
Esse conceito de "queimar o barco" pode ser adaptado para o mundo dos negócios e para a realização de sonhos pessoais. Significa eliminar as desculpas e obstáculos que podem desviar sua atenção do objetivo principal. No início da minha carreira, sem perceber, apliquei essa estratégia ao remover qualquer distração que pudesse interferir no meu foco. O resultado foi um direcionamento total para construir uma carreira no empreendedorismo e expandir minha mensagem.
Muitas vezes, criamos desculpas para adiar nossos projetos, acreditando que precisamos de estruturas ou recursos específicos que, na prática, são desnecessários. Na minha visão, um dos primeiros passos para concretizar um projeto é "queimar os barcos", ou seja, eliminar as saídas que oferecem desculpas e nos forçar a começar sem hesitações.
Esta abordagem é uma estratégia inteligente para combater a procrastinação. Consiste em ter a autoconsciência de reconhecer que, para iniciar um novo projeto, é essencial remover distrações e começar a trabalhar. Somente dessa forma você conseguirá alcançar seus objetivos a longo prazo.
A vida é repleta de desafios e, muitas vezes, parece demorada e difícil. Porém, acredito que essa dificuldade é o que torna a vida interessante. Imagine um mundo sem desafios, onde tudo fosse simples e fácil. A vontade de nos desafiarmos e o sentimento de superação são o que dá graça à jornada.
Penso na vida como um videogame: há um início, um fim, fases e níveis de dificuldade. O começo pode ser o mais complicado, mas conforme você aprende e trabalha, as coisas se tornam progressivamente mais fáceis.
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